quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esperem-me Amigos

Esperem-me amigos,
Somente mais algumas horas,
Nunca fui pontual.

Comecem
A discorrer acerca das banalidades
Antes de mim.
Sei o quanto engraçado é esse processo,
Inclusive,
Daqui já
Escuto os ecos dos seus risos.

Aguardem-me mais um pouco
Tenham paciência.
Estou indo a pé.

Antes de saber como anda a vida,
Temos que comprar mais bebidas.
Uma carteira de cigarros para mim e
Outra para os fumantes eventuais.
Encontremos
Uma boa piada para animar,
E um ótimo local para vomitar.

Agora vamos de volta para casa
O dia já gritou a tempo.
Bêbado, tombando pelo caminho,
Sem mentiras nem traições,
Peço que
Esperem-me um pouco mais,
Meus amigos,
Que logo estarei de volta.

(Jorge Elô)

Um comentário:

  1. Poesia é cotidiano, são coisas do dia a dia, um poeta que não souber falar de seus momentos não é poeta. Mario Quintana dizia que o poeta satisfeito não satisfaz, e quando o leitor pergunta ao poeta o que ele quis dizer um ou outro não soube ler ou escrever o poema (pra não chamar de burro), eu me vi nesse poema, eu me sinto parte desse poema, vejo todos os irmãos de alma que tenho nesse poema, os momentos que tivemos, as conversas, as bobagens que falamos, as risadas, os silvos para as mulheres mais bonitas, a insatisfação com as feias. Isso é poesia, Elô você conseguiu me fazer respirar forte nesse poema, conseguiu trazer muitos momentos a minha memória, parabéns por me incluir nesse poema. Esperem-me Amigos

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