quinta-feira, 15 de abril de 2010

Para Jorge Elô

Dos pólos mais belos

dos traços pintados, repuxados, borrados

insistentemente retocados

nasceu o teu nanquim, clássico.

Dos verbos mais absurdos, encorajados pelos venenos

mais loucos, cheios de insatisfações absolutas

nasceu tua poesia, perfeita.

Dos pólos mais belos

do rabisco a letra

do mundo e do fundo

do fim e do começo

de você e dos outros.

Dos pólos mais belos

eis a criação, Jorge Elô.

(José Maria)

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