terça-feira, 8 de março de 2011

Fomfa

Sei que ficou temerosa
De voltar ao nosso castelo
de garrafas e pontas de cigarros.
De tornar a sonhar com a estética
das formas estranhas do mundo,
passando madrugadas
exalando fumaça.

Agora junto as garrafas
aos montes e
todas as pontas que restam.
Estou tornando sólida
a base do nosso castelo,
enfeitando-o,
armando-o,
tornando-o nosso lar.

Pois, muito embora eu ame a noite,
e sempre tenha desejado uma
infinidade de mulheres,
prometo a você que estarei só,
sem tocar minha boca em
outra que não seja a sua.

Estarei lhe aguardando.
Ascendendo um cigarro no outro,
bebendo litros de cachaça,
e sonhando com as manhãs
onde poderei acordar e
respirar o perfume do suor
que sai da sua nuca.

(Jorge Elô)

2 comentários:

  1. Belo poema! Sensível e idealista. Faço votos para que o amor sempre supere tudo, como sempre acreditei.

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  2. Ele diz: vem e beija-me, olha nos meus olhos a imensidão do meu amor, não me deixe, não vá embora sem mim, me espere na janela no jardim nas esquinas, não apague o cigarro ainda vou fumá-lo, não apague as luzes, quero olhar teu corpo, sentir esse perfume, sentir o que puder
    e depois com um golpe certeiro e cortante atingir você em cheio e amá-la sem perguntas ou respostas, quero poder sem mexer os lábios falar o quanto eu te amo apagar as luzes e acordar com você.

    Bem.. foi exatamente isso que senti ao ler essa poesia..rs!

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