domingo, 1 de dezembro de 2013

No abraço infindo nos fundimos como ácido a nos corroer

Como melhores amigos (irmãos incestuosos)
desbravamos madrugadas. Não
havia estrada
tudo era um imenso oceano
que num mergulho profano nos
afogamos.

(E o dia se fez noite
E os irmãos, matrimônio.)

O pecado se fez presente
Quando por acidente
Revelamos nossas fraquezas.
Os segredos mais sórdidos
Foram verbalizados
Os olhares de desejo
Foram lançados
E de tanto nos usar 
nos desgastamos.

Seguimos outras rotas
deixamos de habitar o 
mesmo céu.
Apontou sua flecha para 
outro horizonte
e eu subi para além 
dos montes.

Mas siameses que somos
Ainda nos encontramos,
Seja num sonho
Ou pesadelo infame.

E quando tudo isso 
um dia acabar,
É porque a matéria teve fim
Pois, ainda sou você
E você parte de mim.

(Jorge Elô)

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