Talvez melhor seja
Que nada aconteça.
Que a poeira acumule
No canto dos olhos.
Que o vento embaralhe
Os destinos caóticos.
Que a pele despele,
Retorne a ser pele.
Que a alma desalme,
Retorne a ser alma.
Que o passo desande
Que o calçado descalce
Que o ferro enferruje e
Os deuses desusem seus dados.
Que o dito e o não dito
Não se tornem problemas
Palavras-abismos
Fascínios
Poemas.
(Jorge Elô)
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