Não consigo falar, me faltam palavras
As borboletas agora são companheiras
A sensibilidade nunca foi um forte, e sim um fraco
O amor é por tanto quanto em qualquer e em todos
As rosas agora não dançam mais, não exalam
Os vinhos já não têm o mesmo sabor
Meus inimigos eternos choram
Você é minha grande alegria
Vivo um dia e outro
Dia em que te encontrar é a lei mais exata de sobrevivência
Feliz
Esse é a leitura que fiz de tua mão
Isso é meu sentimento
Sinto muito, às vezes mais ainda
Às vezes menos em que se imagina, pois imaginar e minha sina
Imaginar que te fazer feliz é meu dever
Dever, devir, devoto de teu olhar doce, sublime
Distraído em conhecer teus desejos, desejando conhecer-te por inteiro
Não consigo falar, me faltam palavras
(José Maria)
Primeiro, essa censura tá foda né? pra que moderação? se o blog e a poesia em tese são coisas livres, pra que a censura das opiniões? Por mim, no meu blog até se o cara quiser chegar lá e comentar "tõ com uma dor de barriga do caralho" pode comentar. Segundo, esse poema tá bem goethiano.
ResponderExcluirBem, a moderação não deve ser vista como uma censura. Ela serve, no nosso caso, como uma forma de evitar que pessoas fúteis e idiotas falem coisas fúteis e idiotas em um blog de poemas.
ResponderExcluirNão vemos problemas, já que o próprio conteúdo do blog é selecionado antes de ser postado, em selecionar os comentários, pois aqueles que apreciam a poesia (ou mesmo aqueles nem gostam de poesia mas tem algo interessante a dizer) não teme ao fazer seu comentário, pois sabe que será postado.
Sendo assim, estamos abertos a todo tipo de crítica, mesmo as mais ferrenhas, isso com certeza nos fará orgulho de deixar exposto no blog, acredito que seu comentário é uma prova disso. Não somos conhecedores de todas nossas limitações, e por isso é importante que nos desçam a lenha aqui nos comentários. Entretanto, queríamos evitar que pessoas com suas cabeças de fezes (que sabemos serem muitas a circular na net) comentem sobre sua dor de barriga em um blog de poemas. E ainda diria mais, se ele fizesse isso de forma poética, ai sim seria muito bem vindo. Mas exaltar a banalidade seria demais, já nos basta a realidade banal a que estamos submetidos!
Pois é, afinal isso é um blog não é o Ai-5... depois, é mais cômodo a gente escutar e mostrar aquilo que vai de acordo com o que pensamos... o que nos contraria, é bom censurar mesmo... depois, caro Jorge, depois de fazer uma charge dizendo que MArx, Nietszche e Kafka não servem pra nada, estou comovido com sua sensibilidade poética e seu engajamento intelectual. Parabéns. e tô bêbado de wkiskey.
ResponderExcluirPorra que briga besta,mas eu já tinha reclamado com esse blog que isso é censura sim!
ResponderExcluirE qual o problema?Quem tem o poder faz o que quer!
Antes de mais nada gostaria de reforçar minha fala anterior que percebi passar desapercebida em sua leitura. Não excluímos os comentários que nos fazem críticas (suas palavras neste blog é a prova disso), excluímos sim as idiotices sem sentidos que certamente aparece em blogs, como alguém falando de sua dor de barriga (pegando seu lindo exemplo). Como já disse não estamos interessados em exaltar a banalidade! Mas enfim, acho que quanto a isso não preciso falar mais nada, acredito ter ficado bem claro para que serve essa nossa "censura". Ela Serve apenas para comentários idiotas sem relação alguma com o conteúdo do blog. Quanto ao resto, por não temermos críticas, podem ter certeza que todas elas serão aceitas!
ResponderExcluirEm relação ao desenho, vejo novamente que fez uma leitura erronia acerca do meu discurso. Em primeiro lugar não está escrito que Max, Kafka e Nietzche não servem para nada!! Por favor, me aponte onde em algum lugar está dito isso. O que o personagem Baratão faz é questionar para que servem aqueles discurso: "- Pow, de que me vale estas afirmações?" , ele diz. Quem responderá a esta pergunta será o leitor, pois trata-se de um questionamento, não uma verdade. Sendo assim, se você interpretou que àqueles autores não servem para nada, isso partiu de você e não de mim. Não tenho nada a ver com sua interpretação, pois a arte sobrevive para além de seu criador, ela tem vida própria.
Quando decidi fazer esta pintura tinha bem em mente quem eu gostaria de atingir. Meu alvo era os intelectualóides (para saber mais sobre eles, acesse o blog da Ozzy http://desdemonamacbeth.blogspot.com, procura o post chamado "Do que é composto um intelectualóide"), e de forma geral, acredito tê-los atingido.
Não que eu não saiba o devido valor que possui as obras destes autores, não era eles em questão que minha crítica estava atingindo. A crítica era para àqueles que acreditam ser o discurso científico único e verdadeiro. Acredito muito no conhecimento adquirido a partir da vivência, e isto inclui ler estes autores, mas não se resume a isso. Como diria Raul, “Antes de ler o livro que o guru lhe deu você tem que escrever o seu”. Pois muitas vezes os livros na estante nada dizem de importante e servem só para quem não sabe ler... Não peguemos isso ao pé da letra, já que o Raul seixas foi um verdadeiro leitor e também escritor, mas o que ele propunha é que nunca devemos trocar a experiência da vivência pelo conhecimento acadêmico, racional, científico. O conhecimento do “Carimbo positivo da ciência que aprova e classifica”. Ele sempre foi um crítico ferrenho da Ciência, do conhecimento acadêmico em si. Não acho que seja um conhecimento inútil, mas não sou um intelectualóide que acredita que o fato de ter este tipo de conhecimento, o fato de conhecer cinema, literatura, pintura, de vomitar sua retórica, e de citar constantemente autores clássicos ou modernos fazem dele uma pessoa superior as outras, e que, portanto, ele deva sempre pairar sobre tudo, sem nunca fazer parte! Esse tipo de intelectualóide é o mesmo que não consegue resolver coisas simples de convivência humana. Que por se sentir superior, por acreditar ser conhecedor de todo o conhecimento ocidental, e quando é crônico o caso, todo o conhecimento oriental também, deixa de ver coisas que somente a vivência e a experiência existencial poderia proporcionar. Bem, não estou lhe chamando de intelectualóide (antes que pensei isso), mas era exatamente com estes tipos na cabeça que fiz o desenho na quadra do atual; era eles que pensei atingir o estômago com meu desenho!heheheh.
Essa é minha última consideração sobre a polêmica... é curta e grossa: depois que se escreve algo, o escritor ou poeta não tem mais domínio ou controle sobre aquilo que escreveu... querer controlar as apropriações que as pessoas fazem de suas poesias, achando que existe um segmento letrado que está a altura das mesmas e outro segmento idiotizado que não está a altura é ilusão e ditatorial... o leitor também não deve nada ao escritor... não tem obrigação de elogiar, de ler tudo que ele escreve, de criticar, xingar, cuspir e cagar na obra... o leitor e o escritor não tem obrigações entre sí... já diria Nietszche: "uma coisa sou eu, outra meus escritos". A relação que se estabelece é com o texto do escritor... por isso, ainda acho que qualquer censura, mesmo censurar alguém que escreva que "está com uma dor de barriga do caralho" é um ato nocivo as liberdades de expressão, porquê, no fim das contas, essa expressão pode até ser poesia também... só depende das apropriações que quem está lendo isso fizer e eu não vou censurar ou achar que se trata de intelectualóide... afinal... não acredito mesmo em intelectualoidismo. Ou se é "burro", ignorante ou inteligente, culto. Um burro que se acha inteligente porque leu MArx, kafka e Nietszche não é inteletualóide... continua sendo um burro. é isso. Acabei me estendendo demais... mas tá valendo.
ResponderExcluirEngraçado como um assunto acabou mesclando em outro, e minha explicação acerca do meu desenho serviu de ponto de apoio para questão da moderação aqui do blog de poemas, e tudo acabou sendo um todo só, embora que eu tenha sido bem preciso na delimitação entre a explicação de um e a explicação do outro em minhas últimas duas respostas! O intelectualóide nada tem a ver com a questão aqui do blog, ele me inspirou no desenho e apenas isso. Mas enfim, é a intertextualidade posta em prática heheheheh.
ResponderExcluirDepois de toda essa discussão, dos ataques e defesas, das afirmações e negações, ou seja, depois de toda essa pelenga, ainda assim insistem em dizer que aqui neste blog há censura por conta dos comentários serem moderados!!!!
Bravo! Falta dizer que sofreu tortura depois de tudo isso, ou ainda que precisa ser exilado por correr risco de morte heheheheh.
Adorei mesmo tudo isso. Mas como colocou meu amigo joaquim, esta foi a minha última fala acerca desse assunto!
Pai afasta de mim esse CÁLICE
ResponderExcluirde vinho tinto de sangue
viva la revolucion!!!!
vamos ver se hoje isso passa pela censura.
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