terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pequeno-gigante-homem-criança

Às vezes
Meus vinte e três anos
(vividos intensamente)
São supérfluos diante
Do seu olhar observador
De ermitão da montanha e
De suas palavras de sábio recluso
Que saltam de uma pequena boca
De três anos de idade.

Minhas experiências ínfimas
Tornam-se ainda mais ínfimas
Quando me deparo com sua
Complexidade de um
Pequeno-gigante-homem-criança.

E embora saiba que você
(ainda) não conheça Aristóteles,
Calígola, Nietzche, Schopenhauer,
Michelangelo, Da Vinci, Monet,
Allan Moore, Gullar, Napoleão, Machado de Assis,
A física Quântica, a bomba atômica,
Nem o próprio átomo,
Bukowski,
A morte, o sexo, Platão,
Dívidas, solidão,
O capitalismo, a exploração e exclusão social,
Nem Hobsbawn, nem Marx e
Nem o aquecimento global;
Embora saiba que desconheça isso tudo,
Sinto a intertextualidade com eles em sua fala
Quando me olha e pergunta
Porque Deus vive a fazer
Nuvens.

(Jorge Elô)

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