segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ilusão, amor, essas coisas do coração

nascem, mas morrem, as vezes de forma trágica

pulido, brilhoso, cheio de satisfação

as vezes tudo explode como numa mágica

ou mesmo implode como um prédio de farinha

de certa forma é possível prever, predefinir um rumo

segurar suas alegrias para hora do final, é, do final

bom é ter fim, a vida tem fim,

melhor é recomeçar, reconstruir, renascer, rimar

bom é ser feliz, bom é viver

ver tudo que passou e olhar para frente,

de algum modo você está vivo,

de alguma maneira, isso, ou aquilo, ou nada, ou mesmo...

bem, tudo é bom

essas coisas do coração ninguém explica

elas apenas surgem, suas influências são múltiplas,

seus cheiros, de certa forma voam,

a única lei imutável é a mudança,

mudem, pulem a cerca, voltem para casa

façam filhos, perdoe, mate se possível

o tempo vai passar, vai te comer por trás

essas coisas do coração, ninguém explica mesmo,

mas também é certo, eu faria tudo de novo,

e olhe que só sei das cores primárias !!!


(José Maria)

Um comentário:

  1. Neste poema está toda a força e magnitude do poeta José Maria de volta! Sei que o poema é feito da vida, e que sem que ele nasça antes, no cotidiano, na vivência pura e complexa, ele não pode ser transformado em rimas, palavras, texto.
    Esse poema tem uma força, ele está com seu cheiro e as palavras estão sendo ditas no seu tom de voz. Não sabe como fico entusiasmado vendo que você foi capaz de melhorar ainda mais sua escrita!!!

    Beijos!

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