Ilusão, amor, essas coisas do coração
nascem, mas morrem, as vezes de forma trágica
pulido, brilhoso, cheio de satisfação
as vezes tudo explode como numa mágica
ou mesmo implode como um prédio de farinha
de certa forma é possível prever, predefinir um rumo
segurar suas alegrias para hora do final, é, do final
bom é ter fim, a vida tem fim,
melhor é recomeçar, reconstruir, renascer, rimar
bom é ser feliz, bom é viver
ver tudo que passou e olhar para frente,
de algum modo você está vivo,
de alguma maneira, isso, ou aquilo, ou nada, ou mesmo...
bem, tudo é bom
essas coisas do coração ninguém explica
elas apenas surgem, suas influências são múltiplas,
seus cheiros, de certa forma voam,
a única lei imutável é a mudança,
mudem, pulem a cerca, voltem para casa
façam filhos, perdoe, mate se possível
o tempo vai passar, vai te comer por trás
essas coisas do coração, ninguém explica mesmo,
mas também é certo, eu faria tudo de novo,
e olhe que só sei das cores primárias !!!
(José Maria)
Neste poema está toda a força e magnitude do poeta José Maria de volta! Sei que o poema é feito da vida, e que sem que ele nasça antes, no cotidiano, na vivência pura e complexa, ele não pode ser transformado em rimas, palavras, texto.
ResponderExcluirEsse poema tem uma força, ele está com seu cheiro e as palavras estão sendo ditas no seu tom de voz. Não sabe como fico entusiasmado vendo que você foi capaz de melhorar ainda mais sua escrita!!!
Beijos!