segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Caiu, rapidamente levantou,
bateu a poeira, bateu palmas
e minha carteira,
viveu no meio de vírgulas e entretantos
achou espaço, trabalhou,
chorava a própria morte
vestia vermelho, dava jeito de se camuflar
tomava vinho, vendia sua poesia
e às vezes seu corpo
não tinha sobrenome
passava o tempo,
e sem avisar voltou a cair
bateu a poeira, bateu palmas
deixou minha carteira,
e seguiu para algum lugar!

(José Maria)

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