segunda-feira, 9 de julho de 2007

Sem Sertão

De sertão em sertão
Com a lata na cabeça,
Sem chuva, sem gado, sem ter o que plantar

Maria no sábado vai pra feira
Com seus meninos pra acompanhar
Compra farinha, não comprou carne, mas tem caldo de feijão pra se virar

Lavando roupa, trabalhando de faxineira, sem espelho pra sonhar
Sem chuva, sem gado, sem dinheiro, sem governo
Sem Sertão ... !

(José Maria)

Um comentário:

  1. me lembro de quando li pela primeira vez este poema. Senti claramente que marcava um momento de ruptura na sua escrita. O tema explorado nunca o tinha visto presentes em seus poemas. Adorei ver essa renovação. E pelo que venho vendo atualmente, a fusão desta nova fase com a sua antiga está se transformando em algo totalmente novo e diferente. Não há preocupação com estética, mas não é totalmente livre. São versos maluco belezas. A Nova maluquês misturada com a antiga Lucidez.

    Muito Bom

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